
Lilica e o Arco-Íris de Estilos
Era uma vez Lilica, uma cachorrinha salsicha muito fofa, com orelhas compridas que quase tocavam o chão. Ela estava na casa dos seus avós, sentada no tapete macio da sala. O sol entrava pela janela, aquecendo seu pelo marrom enquanto ela segurava um giz de cera azul entre as patinhas, pronta para criar um mundo de cores.
Ao seu lado, um amigo desenhava uma flor perfeita, com pétalas certinhas e cores que pareciam de verdade. Lilica olhou para o seu próprio papel, cheio de rabiscos vibrantes e círculos grandes e tortos. Ela suspirou baixinho, sentindo o rabo parar de abanar. Ela pensou que seu desenho não era bom o suficiente porque não era igual ao do outro.
Lilica tentou copiar as linhas retas, mas suas patinhas curtas faziam tudo sair ondulado. Ela sentiu uma pontada de tristeza, achando que sua arte era apenas uma bagunça. Foi quando o vovô se aproximou e explicou que o mundo seria muito sem graça se todas as flores fossem iguais. Ele disse que o que importava era a emoção que Lilica colocava em cada traço.
O vovô apontou para os rabiscos da Lilica e disse que via neles a energia de uma corrida no parque e o brilho do sol. Lilica olhou novamente para sua folha e, de repente, as cores pareceram brilhar com uma luz nova. Ela percebeu que seu estilo não era errado, era apenas o jeito único da Lilica de mostrar sua alegria.
Com um latido alegre, ela terminou sua obra usando todas as cores da caixa. O vovô pendurou os desenhos lado a lado na geladeira, e Lilica abanou o rabo tão forte que todo o seu corpinho de salsicha balançou. Ela aprendeu que cada artista tem seu próprio brilho e que sua arte era linda exatamente do jeito que era.